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Nem toda mulher pode fazer tratamento para engravidar

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Mulheres com determinados problemas de saúde podem ter sérias complicações se os riscos dos tratamentos para engravidar forem subestimados; conheça as contraindicações

Recentemente, na Itália, uma mulher de 38 anos morreu depois de tentar fazer um tratamento para engravidar. Ela não tinha a saúde em ordem. Segundo o que foi divulgado, era obesa, tinha diabetes descontrolado, pressão alta e gordura no fígado, entre outros problemas.

Em casos específicos, explicam ginecologistas, a mulher não pode ser estimulada pelos hormônios necessários para o tratamento e até mesmo uma gravidez natural é contraindicada, dado a sobrecarga de gerar um ser ao organismo já deficiente.

O ginecologista especialista em reprodução humana da Criogênesis, Renato de Oliveira, explica que as mesmas contraindicações para outros tipos de procedimentos de risco ou para a gravidez valem para a fertilização in vitro ou inseminação artificial.

“Para quem tem diabetes descompensado, insuficiência renal e problemas no fígado é um risco engravidar. Não podemos fazer o tratamento. Inclusive é preciso evitar a gravidez e tomar cuidado com qualquer outro tipo de tratamento”, alerta Oliveira.

Doenças impeditivas

Mulheres com trombose ativa também devem aguardar para fazer tratamentos para engravidar.

“Especificamente a fertilização in vitro, por causa dos hormônios, é contraindicada para quem tem quadro de trombose ativa”, alerta a ginecologista e especialista em reprodução humana do Grupo Huntington Medicina Reprodutiva, Cláudia Gomes Padilla.

“Depois de um período, a mulher será novamente avaliada por um hematologista e pode ser liberada para engravidar, mas terá de tomar anticoagulantes para controlar esse problema”, diz ela.

“No caso de trombose, não se pode tomar nenhum hormônio, nem mesmo a pílula anticoncepcional”, completa a médica.

Para aquelas que desejam engravidar, mas têm lúpus, o ideal é aguardar ao menos seis meses sem qualquer sintoma para fazer o tratamento, diz o ginecologista da Criogênesis.

No caso do diabetes, Oliveira alerta que é preciso investigar mais a fundo. É preciso checar se a mulher está com a função renal em dia, se tem problemas vasculares e retinopatia diabética (quando o olho é atingido pelo diabetes).

“É preciso um acompanhamento multidisciplinar. Se conseguir controlar essa paciente, ela pode tentar engravidar. Se está descompensada, com alterações em órgãos-alvo, a gestação não é indicada. É um período em que os problemas já existentes podem complicar muito. Há pacientes que perdem o rim, por exemplo”, alerta ele.

O rim é prejudicado – quando já não funciona corretamente – porque a partir da 12ª semana aumenta a quantidade de líquidos no corpo da mulher, de 30% a 45% a mais do que o natural.

“Isso sobrecarrega o rim, se ela não tiver um órgão funcionando adequadamente”, diz Oliveira.

O coração já deficiente também acaba sofrendo com esse aumento de líquidos.

“O coração é uma bomba. Se já está insuficiente para líquidos, vai piorar o cansaço. Podem ocorrer edema e problemas respiratórios”, diz Oliveira.

O fígado também pode ser prejudicado nessa empreitada porque os hormônios circulantes no corpo da mulher aumentam muito. Um fígado deficiente não consegue metabolizar tudo o que precisa.

Oliveira explica ainda que pacientes com câncer de mama podem fazer a fertilização in vitro, mas existem protocolos específicos para preservação da fertilidade.

“Depois do tratamento do câncer, respeitado o período necessário, ela pode engravidar com embriões congelados antes da quimioterapia”, diz Cláudia.

Fonte: Saúde IG

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